Uma doce guloseima que se transformou em um pesadelo.
Começou como qualquer outra tarde. Minha filha chegou da escola rindo e conversando sobre o dia dela e foi direto para o freezer pegar seu sorvete de chocolate favorito – o sorvete que ela vem comendo quase todos os dias há meses.
O momento pareceu familiar, até reconfortante: o farfalhar da embalagem, o aroma do cacau, o som daquela primeira mordida crocante através da cobertura de chocolate. Tudo parecia completamente normal – até que deixou de ser.
Após algumas colheradas, minha filha subitamente ficou rígida.
— Mãe, olha! — disse ela, com voz inquieta.





